RSS

sexo X amor x adolescência

11 mar
…Como educar uma criaturinha vinda de uma convenção pré-elaborada?
De um lado o educador, os pais , uma geração castrada e vigiada,   e do outro o educando…tendo uma liberdade exagerada e fora do controle.
Desde o nascimento o ser humano moderno aprende a se comportar para TER e não para SER.
Muitas vezes as escolas, a família as instituições produzem estes verdadeiros desastres na vida das pessoas.
Como educar um filho que passa a maior parte do tempo convivendo com outros modelos muito mais voltados para o cérebro do que para a alma?
Eis o conflito…Como pode um adolescente ser aceito no seu grupo de convívio sem ser igual aos demais integrantes.
Grande conflito…e sintonias erradas
Infelizmente grande parte da juventude, e de um grande grupo de “adultinhos”, estão sob o controle de instintos.
Praticam sexo como animais, o instinto prevalesce…agem exclusivamente pelo irracional.
Seria muito mais enriquecedor se aí tivesse um pouco de racional, de ternura e de sensibilidade.
A conciência faz parte da alma.
Separar estas duas coisas racional e irracional, é ter o controle sobre sí.
E ter a consciência que fazer sexo é diferente de fazer amor, enriquece, gratifica, fortalece.
Que bom se nossos garotos e garotas, soubessem disso!!!!

Viagra X Adolescência

Lançado há seis anos no Brasil, o Viagra tornou-se a mais nova, e também perigosa, arma de jovens e adolescentes durante o ato sexual. O que poucos sabem é que seu uso indevido e sem acompanhamento médico pode colocar a vida em risco e causar dependência psicológica. “O Viagra só é indicado em casos de disfunção erétil, que significa a perda da capacidade de ereção”, explica o urologista Sérgio Levy.

O Viagra não é proibido para adolescentes, mas seu uso é apenas indicado quando diagnosticado por um médico. Segundo Dr. Sérgio, quando um adolescente sofre com problemas de ereção é necessário avaliar aspectos físicos e emocionais, o que demanda também a atuação de um psicólogo.

O urologista destaca ainda que é fundamental derrubar o mito de que o medicamento aumenta o prazer durante a relação. Além disso, há diversos efeitos colaterais, que vão de dores de cabeça e rubor facial ao raro priapismo – uma dolorosa e persistente ereção que pode durar horas ou até mesmo dias. O maior risco da utilização sem acompanhamento médico ocorre com a interação entre o Viagra e outros remédios que contém nitrato. “Nesses casos a vida é colocada em risco”, alerta Dr. Sérgio.

A médica hebeatra Mônica Mulatinho (especialista em adolescência) explica que o consumo de Viagra por jovens está relacionado ao desejo de um desempenho sexual superior, à ansiedade e ao temor de falhar na “hora H”. “Em nossa sociedade, o homem é muito cobrado a vender uma imagem de atleta sexual”, explica. A influência do grupo e o medo de decepcionar a parceira também pesam na decisão. “Falhar no início da vida sexual é natural. Procurar um médico é o primeiro passo caso o problema persista. Nesses casos, a auto-medicação trará mais malefícios que solução”, finaliza Dra. Mônica.

Sexo na adolescência

Auto-estima X Kama Sutra

A primeira reflexão a ser feita é que o sexo não está aí para ser consumido sem maiores conseqüências. Ele traz prazer, mas também envolve responsabilidade e compromisso com o outro, com a própria saúde e com a preservação de um projeto de vida que pode ser totalmente alterado por uma gravidez precoce. “A imagem de sexo que se propaga hoje não é legítima, pois fala só do prazer e não das conseqüências”, critica Egypto. Na maioria das vezes, o adolescente não imagina as reais implicações de ter um filho nem calcula as mudanças que isso vai acarretar na vida dele. Albertina Duarte lembra que mais de 70% das adolescentes que engravidam deixam os estudos, 40% delas são abandonadas ainda na gestação pelo parceiro, que raramente se envolve com a criança, e em 72% dos casos é a família da garota que assume o bebê. “A discussão não é se o adolescente quer ou não ter um filho, mas se está preparado para esse querer. Eles também querem dirigir e nem por isso entregamos um carro a alguém de 11 anos”, argumenta a médica, reforçando a convicção de que ajudar o jovem a construir uma atitude saudável diante do sexo depende muito mais de acolhê-lo nas suas carências do que de oferecer tratados de biologia ou o KAMA SUTRA.

Medo da camisinha

Esse cenário não surpreende a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa do Adolescente, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. “Hoje, ficou fora de moda ser BV (boca virgem) até entre os mais novos, e o adolescente considera as relações sexuais parte do namoro. Também mostra ambigüidade em relação à idade ideal para a primeira transa – eles dizem 17 anos, mas começam bem antes.” Não que seja uma questão cronológica. O que importa é a capacidade de cuidar de si mesmo. E, nesse quesito, eles vão mal.

Na avaliação dos especialistas, as campanhas de prevenção da aids e o aumento da educação sexual nas escolas desde os anos 1980 deram frutos mirrados. Segundo Carmita Abdo, 98% dos adolescentes conhecem anticoncepcionais e sabem que o preservativo é a única proteção contra o HIV. “Só que apenas de 35 a 40% usam camisinha em todas as relações. Eles evitam porque temem perder a ereção ou ejacular precocemente ao colocar o preservativo. E elas não exigem com medo de afastar o parceiro”, diz a psiquiatra. A conclusão é que informação não basta. “Enquanto o professor fala de coisas biológicas, eles ficam desenhando corações no caderno. O desafio é dar significado para a proteção e o autocuidado, transformando em ‘careta’ a atitude de não se prevenir”, ensina Albertina, que, com o Programa do Adolescente, vem obtendo resultados animadores em seu estado.

Segundo a Fundação Seade, entre 1998 e 2006, São Paulo teve queda de 32% na ocorrência de gravidez dos 10 aos 19 anos; redução de 34% da segunda gravidez na adolescência; e diminuição de 66% de novos casos de aids entre 15 e 19 anos. O segredo foi compreender que, mais do que tesão, o que motiva muitas dessas relações sexuais é insegurança e desejo de aprovação numa fase em que a insatisfação com o corpo, a incerteza sobre o futuro e as dificuldades no convívio com os pais alimentam a vulnerabilidade do jovem e afetam sua auto-estima. Albertina e seu grupo de trabalho acertaram ao incluir as emoções nas conversas sobre sexualidade e acolher até as dúvidas mais simples, como se ainda vai crescer ou por que está com espinha. “O adolescente precisa desenvolver a segurança para conseguir negociar na relação a dois sem medo de rejeição”, conclui Albertina.

Não adianta ter conversas esporádicas nem vir com eufemismos. Segundo a médica, é preciso ser clara ao dizer o que é relação sexual e especificar que pode ser vaginal, oral ou anal. Outro ponto importante é demolir mitos que induzem os adolescentes a práticas de risco, como achar que ninguém engravida na primeira transa ou que basta ejacular fora para evitar a gravidez. Também cabe voltar sempre ao tema e estar atenta aos questionamentos – eles ouvem falar de tudo, mas estão longe de compreender plenamente as implicações e riscos. Sabem, por exemplo, o que é sexo oral, conhecem a “mecânica” da coisa e até podem trocar idéias sobre como apimentar a prática. No entanto, poucos entendem que é possível pegar aids e outras doenças por meio desse contato sexual.

Essa opinião é compartilhada pelo psicólogo Antonio Carlos Egypto, coordenador do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS), em São Paulo, e autor do livro SEXO, PRAZERES E RISCOS (SARAIVA). Um dos pioneiros na implantação de programas de educação sexual no Brasil, Egypto afirma que o jovem hoje recebe uma carga grande de imagens, textos e produtos relacionados à sexualidade, ao erotismo e à pornografia. “Só que essas coisas têm mais a ver com situações de consumo e se destinam a despertar a excitação. No outro extremo, estão as campanhas de prevenção. No meio de tudo isso está o jovem, incapaz de entender o que se passa com ele e com a sociedade. É aí que entram escola e família”, diz ele.

No entanto, a experiência mostra que muitos pais não estão preparados para oferecer uma educação sexual para os filhos e se sentem bastante aliviados quando a escola decide assumir essa tarefa. “Mas apenas eles podem transmitir os valores da família. Esse é um limite que precisa ficar estabelecido desde o início”, pondera Regina Célia Tocci Di Giuseppe, diretora ético-religiosa do Colégio Santo Américo, em São Paulo, que há dez anos inclui o tema na sua grade curricular. Para a psicopedagoga Eleuza Guazzelli, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a dificuldade familiar está ligada a informações inadequadas, constrangimentos e preconceitos: “A saída é aproximar os pais dos projetos e das ações que desenvolvemos para que aprendam e apóiem os filhos”.

 

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 11/03/2011 em Sexo:

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: